‘Não tem outro nome no nosso grupo’, garante Jerônimo sobre 2026

Foto: Reprodução

Em entrevista à Folha, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) minimizou os números desfavoráveis apontados por pesquisas e afirmou que, enquanto a oposição “ganha na pesquisa”, seu grupo político “ganha nas urnas”. O petista confirmou que será candidato à reeleição em 2026 e negou qualquer discussão sobre outro nome para disputar o governo em seu lugar.

“Sou pré-candidato. Não tem nenhum outro nome posto no nosso grupo. Ouço, às vezes, alguns comentários sobre Rui [Costa] e não tem nada disso. Sobre as pesquisas, claro que a gente se preocupa, é natural. Mas meu foco é cumprir meus quatro anos acertando ao máximo. Tive uma trajetória muito dura. Essa trajetória é muito orientadora das minhas decisões”, disse.Ao ser questionado sobre o fato de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, terem enfrentado cenários mais favoráveis em suas reeleições quando governadores, Jerônimo reconheceu a diferença, mas afirmou que utiliza outros parâmetros para medir o apoio político. “Estavam [mais confortáveis] em relação às pesquisas. Mas eu tenho outra pesquisa que eu faço diariamente, que é, por exemplo, a quantidade de lideranças políticas ou de prefeitos. Eu vou trabalhar até o último dia para poder fazer minhas entregas e reverter as pesquisas. Enquanto eles [oposição] ganham na pesquisa, eu ganho nas urnas”, declarou.

Sobre a composição da chapa ao Senado e a possibilidade de uma candidatura “puro-sangue” do PT, Jerônimo disse que trata o tema de forma transparente com os aliados, incluindo o senador Angelo Coronel (PSD). “Temos três bons nomes. Tenho conversado muito com os partidos para a gente montar uma chapa que tenha competitividade e ajudar a reeleger Lula. Para aumentar a bancada federal e na Assembleia. A nossa aliança é de ganha-ganha. Meu desafio é fazer com que os partidos de nossa base não saiam machucados. A gente não conversa pelas costas, mas olhando nos olhos. E compensando quando é possível compensar”, disse.Estamos construindo. Temos até março, é tempo suficiente para encontrar uma saída”, completou, ao ser questionado sobre possíveis compensações a Coronel.

Na área da segurança, um dos pontos mais sensíveis de sua gestão, Jerônimo defendeu uma atuação firme do Estado contra o crime organizado, mas ressaltou que isso não representa autorização para abusos policiais. “Temos que fazer muito. Esse não é um debate de esquerda e da direita, a gente precisa de sistema na segurança pública como tem na saúde, que envolva estados, prefeituras e União. Tem que botar orçamento, aumentar o orçamento para a gente para dividir essa conta”, afirmou.

“Todo mundo sabe, a Bahia não tem indústria de armas. As armas chegam aqui. A Bahia não tem essa quantidade de laboratório de produção de drogas. Vem de fora. Todo mundo sabe que a Bahia é um estado de paz, é um estado de alegria. Mas quando tem uma comunidade violentada, não dá para gente imaginar que ali que está o foco da causa. Ali já é consequência. Nós estamos reduzindo a quantidade de mortes violentas e a letalidade policial. O uso das câmeras [corporais] fui eu quem implantei”, completou.

Fonte:Criativa

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