Sindicombustíveis Bahia alerta para novo aumento do diesel e da gasolina e risco de impactos no abastecimento e na economia

Foto:Reprodução

O Sindicombustíveis Bahia manifesta forte preocupação com o novo reajuste nos preços dos combustíveis promovido pela Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, nesta quinta-feira (26), agravando ainda mais o cenário de pressão sobre o mercado baiano.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, o diesel acumula alta de R$ 2,72, enquanto a gasolina registra aumento de R$ 1,65, contabilizando cinco aumentos consecutivos. O ritmo e a intensidade desses reajustes refletem a política de paridade internacional adotada pela refinaria, que acompanha as oscilações do mercado externo.

O Sindicombustíveis destaca que a situação do diesel é particularmente crítica. Além da elevação expressiva de preços, o cenário internacional aponta para uma possível restrição na oferta do produto, em razão da disputa global por cargas, encarecimento logístico e priorização de mercados que pagam prêmios mais elevados.

Esse contexto pode trazer riscos ao abastecimento, especialmente em países que dependem parcialmente de importação, como o Brasil. O impacto do diesel também pressiona diretamente o custo do frete, podendo afetar a safra e provocar aumento nos preços de itens básicos, ampliando os efeitos inflacionários na economia.

Outro ponto de preocupação é a perda de competitividade da Bahia em relação a outros estados. Enquanto a Refinaria de Mataripe pratica preços alinhados ao mercado internacional, refinarias ligadas à Petrobras mantêm maior estabilidade. Como resultado, já se observam diferenças relevantes, a exemplo da comparação com o vizinho Pernambuco, onde a gasolina apresentou acumulado inferior, de aproximadamente R$ 1,50 e o diesel de R$ 2,48 para o mesmo período.

Essa distorção impacta diretamente o comportamento do consumidor e das empresas de transporte. Caminhões em trânsito tendem a evitar o abastecimento no estado, priorizando regiões com preços mais competitivos. Esse movimento reduz as vendas locais, afeta a arrecadação tributária e compromete a sustentabilidade econômica dos postos revendedores.

O sindicato reforça que os postos não têm influência na formação dos preços, atuando exclusivamente como o elo final da cadeia de comercialização.

Diante desse cenário, o Sindicombustíveis Bahia volta a reforçar a necessidade de diálogo entre autoridades e agentes do setor para buscar medidas que reduzam os impactos sobre a economia local. A entidade seguirá acompanhando a evolução do cenário e seus reflexos no estado, reiterando a importância de ações coordenadas e urgentes para o setor.

Fonte: Informe Baiano

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