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O Spaten Fight Night 2, realizado no último sábado (27), em São Paulo, tinha todos os ingredientes para ser uma noite histórica no esporte, reunindo duas lendas brasileiras: o tetracampeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas e o ex-campeão do Pride, Wanderlei Silva. Porém, o evento acabou manchado por polêmicas dentro e fora do ringue.
O combate, que vinha empolgando o público, foi interrompido no quarto round depois que Wanderlei foi desclassificado por aplicar três cabeçadas consideradas intencionais. A decisão do árbitro gerou uma invasão de integrantes das equipes, resultando em briga generalizada e cenas de violência que repercutiram rapidamente nas redes sociais.
No dia seguinte, Popó quebrou o silêncio e deu sua versão dos acontecimentos. O baiano se disse frustrado com o rumo da luta e destacou que sua intenção sempre foi proporcionar espetáculo ao público.
“Eu não vim para confusão nem para briga de equipe. Minha luta era com o Wanderlei e ponto final. Se ele me deu cabeçada ou cotovelada, isso fica entre nós dois. Nenhum dos nossos times deveria ter se envolvido. A briga era dele e minha dentro do ringue”, afirmou.
Popó foi ainda mais direto ao analisar as ações do rival:
“Todos viram, foram três cabeçadas. Não foi acidente, foi proposital. Isso aqui é boxe, não é MMA. Se fosse involuntário, eu até entenderia. Mas não foi. Eu só lamento porque minha intenção era dar um show para a galera.”
Em vídeo publicado horas depois do confronto, o boxeador apareceu com hematomas no rosto e relatou que foi agredido por membros da equipe adversária logo após a interrupção.
“Quando a luta acabou, o treinador dele me deu um soco, me machucou bastante. Mas reforço: Wand, a luta era entre você e eu. O que não pode é ter invasão de equipe, de gente que não estava ali para lutar”, declarou.
Popó também saiu em defesa do filho, Iago Freitas, citado por torcedores como um dos envolvidos na confusão.
“Vi que alguém te deu um soco, mas não foi o Iago. Ele estava de verde e não bateu em ninguém. Nosso lado não partiu para agressão”, garantiu.
A confusão rapidamente dominou os debates esportivos, dividindo opiniões entre fãs de MMA e boxe. Enquanto alguns defenderam Wanderlei, afirmando que as cabeçadas poderiam ter sido involuntárias, outros criticaram a conduta do ex-lutador e a falta de controle das equipes.
A organização do Spaten Fight Night ainda não se posicionou oficialmente sobre punições ou medidas disciplinares, mas o episódio levantou discussões sobre a segurança em eventos que misturam rivalidades históricas e forte apelo midiático.
Popó, por sua vez, disse que pretende seguir no boxe, mas pediu mais responsabilidade para que episódios como esse não voltem a acontecer.
“Quero continuar lutando, mostrando o boxe que sempre pratiquei. Só espero que, da próxima vez, a rivalidade fique restrita ao ringue”, concluiu o tetracampeão.
Redação: Rádio Vida, com informações do Bahia Noticias

Lorito Bastos Santos é um profissional versátil com vasta experiência na área de comunicação e serviço público. Formado em Rádio e Televisão pelo Instituto Técnico da Bahia, possui registro profissional de número 7609/BA. Além disso, é graduado em Marketing e possui pós-graduação em Publicidade, demonstrando sólida formação acadêmica e capacitação técnica. Atualmente, Lorito é servidor público do Estado da Bahia ,repórter policial e administrador da Rádio Prazeres FM, localizada em Jiquiriçá.




