Ministro da Casa Civil, Rui Costa define formação da chapa governista para 2026 e sinaliza exclusão de Angelo Coronel
Publicada em 28/01/2026 às 11:46h – Redação Rádio Vida


(Foto: Reprodução )
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez um anúncio que chamou atenção no cenário político baiano e gerou especulações sobre os rumos das alianças para as eleições de 2026. Durante agenda oficial em Maracás, no último sábado, 25 de janeiro, Rui revelou planos claros para a formação da chapa governista, sinalizando que o senador Angelo Coronel (PSD) ficará de fora da composição majoritária do PT.
Rui, que anunciou que deixará o cargo de ministro no final de março para disputar uma vaga no Senado, confirmou que integrará a chapa ao lado do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que buscará a reeleição, e do senador Jaques Wagner (PT), que tentará um novo mandato. A declaração foi interpretada como uma estratégia política bem definida, especialmente ao ser feita em um evento sem a presença de lideranças do PSD, o que reforçou a leitura nos bastidores de que o PT estaria preparando uma chapa majoritária exclusivamente petista para as eleições de 2026.
A movimentação de Rui Costa e a configuração da chapa majoritária
Durante o evento em Maracás, Rui Costa destacou a importância de manter a unidade interna do partido, ao mesmo tempo em que afirmou que a aliança política para 2026 deverá contar com nomes de destaque do PT, sem a participação de outros partidos que, historicamente, integraram a base aliada. A ausência de Coronel e outras lideranças do PSD na agenda foi vista como uma mensagem direta de que o partido de Rui e Jerônimo, principal força política do estado, irá priorizar sua própria legenda na disputa pelo Senado.
A definição de Rui Costa sobre sua candidatura ao Senado e a estruturação da chapa majoritária já começam a delinear o cenário político para as eleições de 2026. “Vamos construir um projeto de continuidade para a Bahia, com a força e o respaldo do nosso partido”, afirmou Rui durante o evento.
Gesto político e a disputa interna no PSD
A fala de Rui Costa foi, de certa forma, um gesto político claro que pode ter implicações nas relações entre o PT e o PSD na Bahia. Angelo Coronel, atual senador pelo PSD, já havia expressado sua intenção de disputar a reeleição em 2026 e, nos bastidores, vinha contando com o apoio de sua sigla para essa empreitada, mesmo que, agora, fora da aliança principal do PT.
Coronel, que tem mantido um discurso de independência política, reagiu com tranquilidade à sinalização de Rui Costa e reafirmou sua disposição em disputar a reeleição, buscando apoio dentro do PSD e de outras forças políticas fora da órbita petista. Nos últimos meses, o senador tem procurado fortalecer sua base, inclusive com conversas com lideranças do centrão e outros partidos de oposição ao PT.
A exclusão de Coronel e as movimentações nos bastidores
Apesar de o PT ainda não ter se pronunciado oficialmente sobre a formação da chapa, a ausência de Angelo Coronel na agenda em Maracás reforçou a leitura de que, em 2026, o PT quer seguir com um projeto político mais centrado na sua própria sigla, afastando aliados do passado em favor de uma chapa exclusivamente petista.
Nos bastidores, líderes petistas defendem que a prioridade deve ser garantir a continuidade do projeto político que tem sido implementado pelo atual governo estadual. Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição, e Jaques Wagner, que tenta retornar ao Senado, seriam os dois principais nomes para consolidar a base petista na chapa majoritária.
Por outro lado, a decisão de Rui Costa também pode fortalecer a imagem do ex-governador Jaques Wagner no processo de escolha do candidato ao Senado. Embora existam especulações sobre possíveis alternativas dentro do PT, a candidatura de Wagner aparece como a mais natural para ocupar a vaga, dado seu histórico político e seu papel de liderança na gestão do estado.
PSD em busca de alternativas
A saída de Angelo Coronel da aliança petista não significa que o PSD ficará sem alternativas. O partido já iniciou conversas com outras legendas para montar uma chapa própria ou buscar aliados fora da órbita do PT. Coronel, que se apresenta como um nome independente e com autonomia política, continua contando com o apoio de sua sigla para seguir adiante com a candidatura ao Senado, seja com o apoio do PSD ou buscando aliados entre os partidos de centro.
De acordo com fontes internas do PSD, o partido não descartaria uma aliança com outras siglas, caso o PT decida consolidar sua chapa majoritária sem abrir espaço para o senador. No entanto, o caminho para essa alternativa não parece ser simples, uma vez que as lideranças do partido sabem que as chances de disputar a reeleição com o apoio de grandes partidos aliados seriam mais complicadas sem uma articulação mais ampla.
Impactos no cenário político baiano
A decisão de Rui Costa de sinalizar uma chapa exclusivamente petista em 2026 vai além das questões eleitorais imediatas e reflete uma tentativa do PT de consolidar sua hegemonia política na Bahia. Se confirmada, a configuração da chapa pode ter implicações para o futuro das alianças políticas no estado e para a distribuição de poder entre as principais siglas, como o PSD e outras forças políticas.
Nos próximos meses, será possível observar como o PSD reagirá a essa movimentação e se o partido conseguirá manter sua presença nas disputas majoritárias da Bahia. A disputa pelo Senado, especialmente, promete ser um dos pontos centrais da eleição de 2026, com a expectativa de que o cenário político continue em constante evolução até as convenções partidárias.
Conclusão
Com o anúncio de Rui Costa e as movimentações de Angelo Coronel, 2026 promete ser uma eleição marcada por uma configuração política mais acentuada entre o PT e seus aliados, com o PSD buscando alternativas para se manter competitivo. A definição de alianças, a escolha de candidatos e as articulações entre os partidos farão toda a diferença para o sucesso das candidaturas em um dos estados mais estratégicos do Brasil.
Fonte: Toda Bahia

Lorito Bastos Santos é um profissional versátil com vasta experiência na área de comunicação e serviço público. Formado em Rádio e Televisão pelo Instituto Técnico da Bahia, possui registro profissional de número 7609/BA. Além disso, é graduado em Marketing e possui pós-graduação em Publicidade, demonstrando sólida formação acadêmica e capacitação técnica. Atualmente, Lorito é servidor público do Estado da Bahia ,repórter policial e administrador da Rádio Prazeres FM, localizada em Jiquiriçá.




