Cardeais da Igreja Católica reconheceram nesta quinta-feira (20) que, devido ao estado de saúde do papa Francisco, internado há quase uma semana com pneumonia nos dois pulmões, a possibilidade de sua renúncia ao cargo está sendo considerada.
Durante uma coletiva de imprensa no Vaticano, o arcebispo de Marselha, cardeal Jean-Marc Aveline, afirmou que “tudo é possível” e declarou que a situação está sendo acompanhada “com certa inquietação”. O cardeal Juan José Omella, arcebispo de Barcelona, também comentou o assunto. Ele disse que não é “nenhum profeta”, mas as normas da Igreja preveem a possibilidade de renúncia em casos como este.
Já o cardeal Gianfranco Ravasi, da Itália, avaliou que Francisco poderia, sim, optar por renunciar, especialmente se sua capacidade de realizar contatos diretos, algo que ele valoriza, fosse comprometida. “Ele sempre teve a tendência de combater e reagir, e essa é uma escolha legítima, porque ele conseguiu enfrentar até viagens em condições absolutamente difíceis, como ao Extremo Oriente”, disse à rádio RTL 102.5. “Mas não há dúvidas de que se ele se encontrar em uma situação na qual sua possibilidade de ter contatos diretos, como ele ama fazer, estiver comprometida, então acredito que ele poderia decidir renunciar”.
O próprio papa Francisco revelou, no início de seu pontificado, ter deixado pronta uma carta de renúncia, caso uma questão de saúde o impedisse de continuar suas atividades. Em um livro lançado no ano passado, ele afirmou que a possibilidade de deixar o cargo existia, embora naquele momento não sentisse a necessidade de tomar essa decisão.
O papa anterior, Bento XVI, renunciou em 11 de fevereiro de 2013. Foi a primeira vez em seis séculos que um pontífice optou por abdicar do cargo. O papa, então com 85 anos, explicou sua decisão em um discurso público, citando a sua saúde fragilizada e a incapacidade de cumprir adequadamente as exigências do papado devido ao envelhecimento. Sua decisão surpreendeu o mundo e gerou grande repercussão, visto que a tradição papal preza pela permanência no cargo até a morte. Após a renúncia, Bento XVI se retirou para viver em um mosteiro dentro do Vaticano. Ele morreu nove anos depois, em dezembro de 2022.
Correios

Lorito Bastos Santos é um profissional versátil com vasta experiência na área de comunicação e serviço público. Formado em Rádio e Televisão pelo Instituto Técnico da Bahia, possui registro profissional de número 7609/BA. Além disso, é graduado em Marketing e possui pós-graduação em Publicidade, demonstrando sólida formação acadêmica e capacitação técnica. Atualmente, Lorito é servidor público do Estado da Bahia ,repórter policial e administrador da Rádio Prazeres FM, localizada em Jiquiriçá.




