Empresário baiano ligado ao PCC é preso em operação que desarticulou rede de postos da Shell

Foto: Reprodução

A prisão de Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jailson Jau, durante a Operação Primus na última quinta-feira (16), revelou que postos de combustíveis ligados ao PCC operavam sob a bandeira da Shell, empresa integrante da ONG Instituto Combustível Legal (ICL).

Considerado um dos maiores revendedores da Shell na América Latina, Jau controlava cerca de 200 postos da marca, que no Brasil são administrados pela Raízen, do empresário Rubens Ometto. Segundo a Polícia Civil, a rede de postos gerenciada por ele fazia parte de um esquema de adulteração e comercialização irregular de combustíveis, além de ser usada para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro com ligações à maior facção criminosa do país.A operação cumpriu 62 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão, sendo três na Bahia, um em São Paulo e um no Rio de Janeiro. No total, mais de 170 policiais civis participaram da ação. O balanço aponta ainda a apreensão de 12 veículos de luxo e cinco armas de fogo, entre elas quatro pistolas e uma submetralhadora.

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores dos investigados, resultado de movimentações financeiras suspeitas associadas à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal.

Jailson Jau foi preso em um hotel de luxo na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina. Natural de Iaçu (BA), ele morava em Feira de Santana, onde chegou a receber o título de cidadão honorário.O empresário também possuía histórico de envolvimento político, tendo disputado o cargo de prefeito de Iaçu nos anos de 2020 e 2024. Em 2022, apoiou a candidatura do deputado federal Dal Barreto (União-BA), alvo da sexta fase da Operação Overclean, da Polícia Federal.

Nas redes sociais, Jau costumava ostentar viagens de luxo por destinos como Itália, Luxemburgo, Emirados Árabes, Espanha e diversas cidades do Brasil, exibindo um estilo de vida incompatível com sua renda declarada.

A Operação Primus segue em andamento, com foco na identificação de outros integrantes do grupo e no rastreamento do fluxo financeiro utilizado para movimentar os recursos ilícitos.

Fonte: Voz da Bahia

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